Disseminando gentileza nos encontramos no tempo da delicadeza...

23 de fev de 2009

comum

o lugar não é mais
o último agora
o lugar que não ficou
virou estória
algum lugar é
estar
de fora
tudo que é lugar
não tem hora
sem olhos
de lugar
nem sentido tem lugar
nem espaço tem lugar
o lugar saiu de outro
tudo para um lugar
todo lugar é pouco
quis céu: tarde
invertido: arde
céu entanto
foi o jardim de narciso
infinito[tardências]então
com o charme de lugar nenhum
aqui se fica
aqui se vai
e agora...
a luz tem lugar em cima
a sombra tem lugar no chão
a rua tem um lugar que vem
o pé traz um lugar na sola
o corpo é lugar de alguém

Jo Bittencourt
http://www.fissilflor.blogspot.com/

Decidi trazer este poema da Jo Bittencourt porque de forma sempre original,
ela me surpreende a cada dia. Uma jovem poeta e escritora que rompe padrões
e inova com sua escrita.
Jo Bittencourt estrutura e desestrutura 'Uma nova palavra'.

Parabéns Jo!
Carinho,
Mai

16 de fev de 2009

a moldura

***
Sabia-se presa na moldura daquele quadro, olhando impassível os que por ela passavam, como se aquelas cores perfeitas fossem as suas.Alguém a tinha pintado assim, idealizado, retocado nos pormenores. Depois de a ter prendido naquela tela para sempre, acrescentou a moldura, como a porta de uma cela dourada.Imaginava-se a preto e branco, dramática, ou em pinceladas de cores fortes, revelando todos os contrastes
De alguma forma, detestava aquela perfeição que o pintor lhe atribuíra, aquilo que o retrato mostrava.
Culpava-se por ter sido capt(ur)ada assim, escondendo os tons escuros da sua personalidade.
Foi-lhe doloroso entender que precisava planejar uma fuga. Apercebeu-se de que o tempo corroía a moldura, pouco a pouco.
Esperou até que a primeira lasca se soltou. E depois outra E outra. Era agora só uma questão de paciência.Em breve a moldura partiria, deixando-a fugir para um cenário onde pudesse mostrar todas as cores da vida, sem moldura fixa, sem enquadramento.

Fonte: http://mulher50a60.weblog.com.pt/arquivo/prosa/
**
*
Bem em tempo essa contribuição. sobre Lya Luft. Fiquei sabendo mais coisas sobre essa extraordinária mulher que soube viver, que amou, sofreu, e ainda ama, se superou e principalmente soube encontrar seus caminhos sendo ela mesma em seu cerne, e hoje escreve coisas de nos arrepiar por tamanha segurança e sabedoria.
Na verdade a nova mulher de hoje não mais obedece a estereótipos traçados, de certa forma tão arraigados e generalizados pelos mitos da juventude ou por valores sexuais de extremas evasões de alguns homens, reflexo das suas próprias buscas e inseguranças mesclados também por conceitos de uma cultura já superada.
Os valores delas são outros, modificados pela evolução lógica dos fatos, daí algumas dificuldades que eles encontram ao se relacionar com essa nova mulher que não mais aceita imposições, e querem ser ouvidas em seus pontos de vista e respeitadas como indivíduo, como também deseja ser livre para respeitá-lo e ouvi-lo voluntariamente.
Ela deseja sua plena realização sexual, como a sua natureza física foi constituída anatômicamente para ter a sua satisfação.Ela exige também e com direitos o prazer de ter o seu orgasmo. Pois o órgão sexual da mulher é um conjunto tão complexo como também completo.

E não são todos os homens que conseguem desvendar tamanhas possibilidades, porque na maioria das vezes elas mesmas inpõem seus limites.Essa mulher não mais quer ser apenas uma vagina receptora do pênis, pois ela também possui seu órgão para o gozo e para tanto quer ser tocada e sentida como um todo, e plenamente.Essa nova mulher quer ser ela mesma para amar de igual para igual, estar ao lado, num mesmo nível para que esse amor tenha um mesmo sentido, e não por partes, nem de mais e nem de menos, na medida certa de seus valores
Nossos queridos amigos, companheiros não quiseram aceitar e nem ouvir a nova linguagem das mulheres, e agora encontram dificuldades em decodificá-la, porque estavam acostumados a sua submissão que nem se interessaram e tampouco se prepararam para conhecer essa nova espécie, que estuda, possui títulos, conseguem viver sozinhas (às vezes por opção) por não terem que se sujeitar as antigas normas de comportamento que as impuseram e que suas avós, mães, irmãs continuaram a transmitir essa herança familiar de geração em geração
Hoje ela sabe que pode viver sozinha porque não necessita de um homem para dar-lhe comida, casa ou roupas, e é acima de tudo uma mulher que se ama em primeiro lugar sem, portanto significar que seja auto- suficiente, porque amar em conjunto a dois é muito, mas muito mesmo gratificante.
Of course.
Texto: Elma Carneiro
Paulo Tamburro disse...
Parabéns pelo seu blog.Altíssimo nível.Sobre a moldura , só gostaria de salientar que na vida as pessoas só olham para as molduras dos quadro , só olham para as molduras das janela...e nunca através delas.Se olhassem ATRAVÉS das molduras dos quadros e das janelas jamais as pinturas precirariam libertar-se delas para tornarem-se completas, e veríamos que lá fora existe um mundo que a NOSSA FIXAÇÃO na moldura das janelas, na maioria das vezes, nos impede de ver que existe lá fora, e do qual somos os sujeitos das mudanças e não, meros elementos contemplativos.

12 de fev de 2009

O GRITO

TÍTULO: GRITO – TÉCNICA: ÓLEOS S/ TELAS
DIMENSÃO: 50/40 – AUTOR: FÁ DUARTE

O GRITO

E do nada,
Se desata o nó da garganta
Quebra-se o vazio...

E, o grito atirado estilhaça o vidro
e sai pela janela como pássaro espantado...

Um fogo lento, luminoso...
Incendeia a escuridão
a

n
o
i
t
e
ergue-se
no silêncio
pernoitam estrelas num varal imaginário
e eu debruçada na janela
escuto... olhos rasos
o eco...

*

Esta é uma homenagem a Fa Duarte. Gostei muito da forma como faz seu trabalho, escreve seus poemas, enfim, expressa sua arte...achei tudo muito singelo. Esse é apenas um de seus trabalhos. Haja inspiração!! Parabéns!
*
http://ondasnasnuvens.blogspot.com/

7 de fev de 2009

EU, SENTIMENTO

****
"EU, SENTIMENTO"
-
Não queria ser só sentimentos
E tê-los assim explícitos na alma
Como espinhos dilacerando a carne
Mas trago-os afiados no coração
Nas entranhas do que me faz emoção
Sou assim e não me furto disso
Aí então, não sei se choro ou se sorrio
Não sei se grito ou silencio
Só sei que sei que eu nem sei
Se eu fogo ou pavio
Se eu chuva ou estio
Elcio Tuiribepi
*
Tossan disse:
Hoje comento Netuno
diferente, Verseiro Elcio,
com poesia, porque a tua obra merece.
Ela é poesia! Desta forma
homenageio poeta e pintor. Abraço
*

6 de fev de 2009

VIAJANDO NA BLOGOSFERA

viajo no caminho desta esfera, com amigos e irmãos sonhos ,devaneios ,alegrias,tristezas,em um mundo de emoções,
na blogosfera vou sonhar
e com amigos deleitar na energia da amizade virtual.
amizade que se reparti essa vale de verdade .uma homenagem a blogosfera!!!!!!!!!