Disseminando gentileza nos encontramos no tempo da delicadeza...

27 de jun de 2009

DICTOMIA

Foto: Tela - Mysterious Clown de Marcella Cocconi
**
Além de tudo
escolhera ser palhaço.
Pensara que os risos abertos
que despertaria
ao interpretar o seu papel,
impediriam suas lágrimas.

Palhaço triste
já virara clichê.

Então,
Vestiu um terno,
conseguiu um trabalho
numa empresa enfadonha,
e passou a rir o dia inteiro
dos papeis sem sentido
sobre sua mesa.
Edmundo Colen

*

http://curtashistorias.nafoto.net
http://cartazesdecinema.fotoblog.uol.com.br
embaixo das fotos vc pode assistir o trailer de cada filme, vale a pena
***
***Mas pelo menos buscou saidas. Isso é o que faz a diferença, debater-se de alguma maneira. Vc conheçe a historinha do sapo que caiu na vasinha de leite que, de tanto debater-se para achar uma saída, transformou o leite em manteiga e conseguio sair? "Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena", já dizia o poeta, não é? Beijos, amado! Bons dias pra ti. E que a vida lhe sorria, sempre, mesmo que vc faça-lhe palhaçadas pra isso!
24/08/2008 11:52
disse...
http://fran-esperanca.nafoto.net
***
E viva os palhaços do di-a-dia prisioneiros da sobrevivência capitalista. Abraço e sucesso.
24/08/2008 11:29
disse...
("Osvaldo Pastorelli")
http://odval.fotoblog.uol.com.br

***
...e quantos picadeiros disfarçados de salas executivas, abrigam em seus seios palhaços literais...bjsss, lindo!
24/08/2008 00:51
disse...

20 de jun de 2009

pecadora

photo da net
Você planta os joelhos no chão,
por minha alma vadia pede perdão
e rende graças a seus ocos cofres santos.
Você passa noites inteiras refém de sua fé arrogante,
orando em sussurros incompreensíveis
como quem conspira escondida pelos cantos.
Pois eu passo as minhas noites
pecando sem rumo, sem hipocrisia.
Minha gula é de gente.
Minha sede, de alegria.
À beira mar, espero o rei sol nascer
e cega de vida pelo banho de luz,
peço clemência por sua alma pequena
que se interessa mais por um buraco de fechadura
do que pela imensidão brilhante da lua.

Postado por Simples Assim...
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C. disse ...
Lindo esse poema que transmite tanto de nós todos que percorremos

estes caminhos, umas vezes de alma cheia, outros com ela vazia...

16 de jun de 2009

Comédia D'enganos

Eu sou o palhaço que não ri,
o sortilégio da dor,
uma comédia de (des)enganos,
o rosto do (des)amor...
Sou rosto pintado de mil cores,
cada uma em contradição,
sou uma patética vida,
onde bate um...coração...
Onde bate a saudade,

onde mora ainda uma réstia de luz,
onde ainda voa uma gargalhada
que a um deus seduz...
Eu sou...
Publicada por Metamorfose

***
tossan disse...
É difícil eu me emocionar tanto com uma postagem
como aconteceu agora com esta.
Música, poema, a foto e a expressão do palhaço!
Tudo perfeito. Soberba e muito artística.
***
Procurei o meu espaçono
meu tempo escasso,
mas com o teu abraço
rompi o meu fracasso.
Pintei o teu retrato
imitando Picasso...
Foi um fiasco!
Não tornei um ricaço,
e literalmente
me tornei um palhaço!
(por tossan)

10 de jun de 2009

Hoje não!!

Hoje não é dia de ser!
Hoje é dia de fingir que se é!
Hoje vou sair, tenho de me preparar
e vestir-me condizente com aquilo
que os outros esperam de mim.
Por isso, hoje não é dia de Ser!
Hoje é dia de fingir que se é o que nunca se foi,
para então agradar, para não escandalizar,
para não decepcionar.
Eu não queria ir pelo caminho da fantasia.
Mas quanto mais de mim coloco,
menos faço a todos sorrir.
Por isso a máscara está pronta.
Ao longe já se ouve a lira, e sou, como num
palco a personagem que rodopia e gira!
Hoje não é dia de ser!
(Vivian) Muaaaahhhh!!!
Feliz aniversário!
Sam disse...
Quase sempre penso que a vida se tornou esse "baile de máscaras"
onde a transparência se basta ao que se vê com olhos
da carne e o ue se ouve com palavras da boca pra fora.
Mas então eu me lembro que é bom se mascarar,
pintar a cara... se for pra fazer nascer sorrisos de veradde!
Carinho Sam

6 de jun de 2009

quem nos tira da escuridão…

Escutamos aqueles que diziam ue isqso jamais iria acontecer. Traduzimos. Reproduzimos o barulho. Induzimos, seduzimos e descartamos.

-Quando acontecer de eu lembrar que esqueci de te descartar me avise. Dizia o recado.

-Quando eu lembrar de ler eu te aviso. Dizia a mensagem na secretária eletrônica.

Escutamos aqueles que falaram que isso jamais poderia acontecer. Descrevemos. Produzimos o ritmo. Acompanhamos, seguimos e apagamos.

-Quando acontecer de eu esquecer de apagar as luzes, me lembre! Dizia aos gritos.

-Quando eu lembrar das luzes eu te tiro da escuridão. Dizia a placa.

Escutamos todos e continuamos a procurar quem nos tire da escuridão, mas quem reproduz o silêncio que buscamos? Quem nos lembra o que já esquecemos? Quem escuta o que falamos? Quem consegue nos seduzir dentro dessa imensa escuridão?

Texto do blog: http://sincerosreceios.wordpress.com/ postado em 04/06/2009.