Disseminando gentileza nos encontramos no tempo da delicadeza...

22 de set de 2009

essapalavra

Engole, retorce-se
o estomago, vomita,
deixa ir este fluxo, a feiúra,
palavras, ervas
que se multiplicam,
.
espinheiros que se espalham.
De que falo, disso,
jogo sem graça, mas feliz
(ou contente, senão feliz),
jeito de encontrar a rua
na cidade estranha
.
onde se vive
perdido. O amor
se associa à poesia,
amasiado sem laços
selvagens e espirituais
.
ao mesmo tempo. As palavras
são jogadas, pedras, astros,
I ching, oráculos que
me predestinam ao sonho
.
de dizer, enquanto vivo,
tantos amores e mundos quantas
estrelas há no céu. Ah,
.
amar, a melhor brincadeira,
máquina que para o tempo,
remédio de esquecer a morte.
Por quanto digo sem causa,
.
sem grandes histórias
a me conduzir, por prazer.
Estranho. Dizer,
quem sabe, seja morrer
e ressuscitar com mais fome.
- Dauri Batisti
http://essapalavra.blogspot.com/
-:-
tossan® disse...
Rasgue as estradas, os mares, os ares e viaja esqueça o tempo
Quem sabe...Muito linda! Pura!

17 de set de 2009

quasar

Rio, 18 de Setembro de 2001

O mundo enlouquecia e meu avesso se expandia,
se espalhava e ali eu já não cabia mais dentro de mim,
a caixa de presentes se abria...
_
_Quasar_
_
Essa incontrolável expansão do eu
Essa alegria embriagada
Essa sublimação contida
E a valsa ainda descompassada.
É interação multifaceada
da forma e do conteúdo
É o cintilante e o opaco
O prazer e o desconforto
A angustia e o êxtase.
O reflexo e a inquietude
A liberdade e o limite
É oxigenação esbanjada
É feito no interior
É a alma tocando o céu!
É a tênue ligação do tudo e do nada
É o pulsar da vida
É viver!
É viver intensamente e não deixar por menos
É o avesso do avesso do avesso...
.
Postado por Maria Dias às
08:00
Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
http://avessodoavessodoavesso.blogspot.com/

14 de set de 2009

poeta

se pudesse ser quem sou
que extravagante
seria na minha irracionalidade,
transitava de mim próprio
em circulares rectângulos
ou triângulos quadrados,
e em constante
inconstânciade multiplicações
inacabadas desinquietava
o que não sei, e,
desconjuntando o ocaso,
na linha do horizontee eternizava o
… pôr-do-sol,poemado-fotos:
-:-:-:-
Vivian disse...
...se não fosses quem tu és,com certeza não teríamoseste prazer em cada vez que entramos aqui, onde o fotógrafopoeta, deixa-se ver pela alma...
Elma Carneiro disse...
Ah... eu queria esse céu para mim. Me senti incorporada ao poema pelas comparações geométricas na linguagem do poetaeusou. Circulares, rectângulos, triângulos, quadrados – multiplicações, linha do horizonte – pôr-do-sol!