
– uma das tantas folhas que carregoensaio
um poema e me lembro – quando muito – de uma canção
Ao redor, cenas perfeitasnos gestos e rostos
desconhecidose você monta num roteiro imaginárioos
diálogos não ouvidos, reconstruindo
num piscar de olhosa vida, um teatro?
Olhos abertos submergimos em nossa própria história
ah, essas águas contidas que às vezes
rompem barragense nos arrastam no turbilhão...
Essas pupilas que se refletemnão precisam de linguagem;
são dois espelhos cara a cara à procura
de uma imagemquando a vêemsão muitas, divididas
Girar a roda do temporetornar àquela praiafalar
ao ventoe às ondas do mardo ponto
em que se cruzaram–estranhos – nossos caminhos...
entre quatro paredesreviver os momentosde prazer
e dorantecipadada tristezamais funda deste mundo...
As mil histórias que vivemos rebelam-se
à escrituranão querem perenidadeà falta de futuro
talvez só um pouco de ternuraquerem ser presente,
mesmo que efêmera felicidade
por Renata Maria Parreira Cordeiro
por Renata Maria Parreira Cordeiro
***
além disso é o poema mais bonito que li aqui no teu blog.
Se tu me permitires posta-lo num blog que faço parte,
eu ficaria muito agradecido.
24 de Abril de 2009 01:50
realmente muito bonito
e mexe mesmo com os nossos sentimentos.
24 de Abril de 2009 13:06
nessa beleza que as palavras carregam...
"ah, essas águas contidasque às vezes rompem
barragense nos arrastam no turbilhão..."
[lindo]24 de Abril de 2009 19:19