Na tela do céu azul
E no centro da grande mata
Um riacho que deságua
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por Claudia Liz
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Disseminando gentileza nos encontramos no tempo da delicadeza...
Tanto ontem foi lembrado e havido – ela – mar profundo nos seus sonhos, era vinho sorvido, posto perdido e agora achado na memória que ondulava. Recordava tantas vezes a santa e n’outras profanas, transpiradas em seu corpo tatuado, rolando n'areia, nas camas, no cais. Ele era terra, porto e mar. Ele era vida e mundo amante, singrando oceanos em casa navio, um novo tempo de voltar. Recordava a família, amigos, sorrisos mas, só ela, marejava seu olhar. À borda do mar, a cidade. Em filme, uma vida e o medo por partir e por voltar. Das separações havidas, o cansado marujo tinha à bordo seus contos em malas por guardar ou esquecer. Nas desolações costeiras, toneladas de saudades choradas por dentro e disfarçadas em branco sorriso, contrastado ao azul. Daquilo que deixara, ocupava-se pouco. Apelos do mar ao cais, coração mareante compassado, acelerado, querendo chegar. Anos separando a história e aquele dia. Quando o sol se deitava foi ouvido o sinal. À mesa, um olhar desembarcando engoliu os seus medos e respirou as batidas do seu coração. E no copo vazio do mar, ocupou-se de ocultar o seu pranto. Novamente calado, o mareante vinho, vencera tormentas, chegava em terra, amante do mar.
photos por Carla SofiaDentro de mim
navegas como um barco
incerto, à deriva...
Ondas gélidas e enfurecidas
que vêm e vão...
nessa turbulência
eu, que me fecho em ostra,
fazendo um esboço em minha face
de um sorriso esmaecido,
açoitando em minha alma essa solidão...
momento insone em que lágrimas
fazem arder as minhas retinas
em gotículas que ferem como agulhas
dentro do meu coração...
num choro compulsivo dessa lembrança
Dor que ainda sinto daquele Adeus...
desmoronando em cada arrebentação!
por RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO
http://blogrenataeuedai.blogspot.com/
*
Graça disse...
Que lindo poema, Renata... com imagens belíssimas...
"navegas como um barco incerto"..."que me fecho em
ostra"..."acoitando em minha alma essa solidão"...
apetecia-me reproduzir todo o poema.
Gostei sinceramente.
©tossan disse...
Certa vez um amigo português me disse: Não te afundes na escrita, seja mais positivo e a tua poesia pode ficar mais presente. No momento não aceitei e hoje percebo o quanto ele estava certo, porém confesso, ainda não me libertei disso totalmente.Repasso a você de coração, porque a tua poesia é bonita e eu gosto muito como esta, por isso ela está nesta edição.
Lira que toca ao vento,
As coisas acontecem independentes da nossa vontade. Os anos passam aleatórios aos nossos desejos.
Você planta os joelhos no chão,
Hoje não é dia de ser!Escutamos aqueles que diziam ue isqso jamais iria acontecer. Traduzimos. Reproduzimos o barulho. Induzimos, seduzimos e descartamos.
-Quando acontecer de eu lembrar que esqueci de te descartar me avise. Dizia o recado.
-Quando eu lembrar de ler eu te aviso. Dizia a mensagem na secretária eletrônica.
Escutamos aqueles que falaram que isso jamais poderia acontecer. Descrevemos. Produzimos o ritmo. Acompanhamos, seguimos e apagamos.
-Quando acontecer de eu esquecer de apagar as luzes, me lembre! Dizia aos gritos.
-Quando eu lembrar das luzes eu te tiro da escuridão. Dizia a placa.
Escutamos todos e continuamos a procurar quem nos tire da escuridão, mas quem reproduz o silêncio que buscamos? Quem nos lembra o que já esquecemos? Quem escuta o que falamos? Quem consegue nos seduzir dentro dessa imensa escuridão?
Texto do blog: http://sincerosreceios.wordpress.com/ postado em 04/06/2009.
Numa tira de papel
pinturas digitais por Sr. do Vale
http://particulasdosentido.blogspot.com/
Apoteose
Mas se quiseres saber mais sobre mim, rasgue meu coração. Aqui encotrarás memórias, cartas, flores, canções, corações em miniaturas, cidades inteiras num único ponto de luz.Mas se quiseres saber mais de minha alma, junte meus ditos, palavra a palavra, eu digito enigmas, transpiro pistas, revelo atalhos.Mas se quiseres saber mais sobre mim, não me siga, me sinta, não me minta, me abrigue aí dentro.
O estado de graça demorava a chegar. Sua mãe logo notava, quando ela disfarçadamente diminuía o embainhado do vestido, sempre viscose. Não se continha naquela sobriedade sem lacres, ou velas. A lua sua fiel escudeira, clareava os campos para que os moços se deleitassem com seus cachos de veludo valsando no ar. Não passava rouge. Não ensaiava a face. Não pintava unhas. Abusava da lavanda. Deixava por prazer alvinha suas anáguas. Quando a neblina aparecia, hidratava-se lábios... Seu estado de graça, mesmo de graça, gastava retina galopes palavras...
Nesse mar que são teus olhos Postado poe Esther em 05/04/2009 http://esteranca.blogspot.com/
Novamente aqui estou homenageando a escritora e poeta Esther. E o faço porque este poema tocou-me de tal modo que fiquei poe um longo tempo lendo e relendo a beleza que é a poesia da Esther. Amiga eis que tocaste meu coração de modo ímpar. Aqui te reverencio com carinho e admiração.
Tantas pessoas ao redor
Voa nas minhas mãos, leva-as contigo
Todas as palavras não mais existem quando falamos de alguém, para alguém ou com alguém que enche nossos dias de magia, das mais simples;
Todas as certezas que se encontram um dia pra definir qualquer coisa, num segundo se desfazem diante desse alguém ou de qualquer outra coisa... e que só pode ser definido da gente pra dentro.Todas as maiores fortunas valem muito pouco, quando se descobre num jeito de olhar e de sorrir, num toque no rosto, um abraço quente e apertado, um beijo esperado, aguardado, desejado... o seu maior tesouro.Todas as escritas mais cobiçadas e que muitos pagam milhões para o seu acervo, não dizem mais quando, nos dias de hoje, se abre um e-mail com um simples “oi” que seja, daquele alguém que faz você sorrir pelo resto do dia.
Quando já se ouviu o pulsar inquietante de um coração querido... todas as músicas se tornam indiferentes e fora de ritmo.
O cheiro da flor que se sentiu com o vento, dura alguns segundo, minutos. E o perfume, daquela pessoa não passa, apesar dos dias... de chuva e de sol.O lápis de cor da cor mais vibrante que houver, é opaco e não vibra mais enquanto os olhos que te atravessa e falam mais que qualquer palavra conseguem misturar na transparência de um castanho de entardecer, todas as cores da vida, realçadas com um brilho que a água mais cristalina e o cristal mais importado não são capazes de ser.Todos os idiomas não traduzem do que está cheio o coração, do carinho da palma da mão, do rencostar a cabeça no peito, de ser guardado nos braços, do abraço ainda hoje sentido, jamais esquecido e mais do que nunca querer ser repetido... mesmo aquele nunca dado, mas já tão conhecido. Tão familiar.
Quando há uma existência e nela a importância de tudo que te faz sentir, viver e acreditar é verdadeira, você descobre que ser abençoado pode ser tão simples e estar justamente tão perto, que a felicidade que se pensava e passava desesperadamente a encontrar cada vez mais fora e longe de nós, descobre-se que está tão perto, por mais longe que esteja e pode estar e ser nada mais do que aquele que te escreve ou te liga no seu aniversário, no meio da noite, que te disse “eu te amo”, que te compreende nas dores e alegrias e te respeita nos seus momentos mais íntimos e solitários, que te apóia nas dificuldades, que faz teu coração acelerar e se acalmar no mesmo instante, que te deixa a boca seca e as mãos suadas, que um único contato de pele arrepia e se alastra num segundo, que faz tua respiração falhar e o tempo parar, que entra na sua vida e te ensina coisas que jamais se aprenderia nos livros, que faz você quase morrer de saudade e que mesmo sem saber porque e que apesar do que se vive hoje e do que se viverá amanhã... você espera.
Talvez você saiba
Talvez você não saiba
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Foi uma agradável surpresa conhecer um pouquinho dessa garota-mulher que há tão pouco tempo entrou no meu blog, mas que surpreende-me com jóias raras como essa. Amei esse texto em especial. Acho que Sam conseguiu colocar em palavras o que todos nós algumas vezes sentimos pela vida. Colocou de uma forma tão simples e tão profunda. Terna e forte.
Sam, minha querida Amiga, obrigada pela disponiobilidade do seu coração em permitir o uso do seu texto e ... continue. Continue e continue. Há tanto de você que gostaríamos sempre poder ler!
Com carinho
........................................Cris Animal
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Vai que podes!
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Sabia-se presa na moldura daquele quadro, olhando impassível os que por ela passavam, como se aquelas cores perfeitas fossem as suas.Alguém a tinha pintado assim, idealizado, retocado nos pormenores. Depois de a ter prendido naquela tela para sempre, acrescentou a moldura, como a porta de uma cela dourada.Imaginava-se a preto e branco, dramática, ou em pinceladas de cores fortes, revelando todos os contrastes
O GRITO
E do nada,
Se desata o nó da garganta
Quebra-se o vazio...
E, o grito atirado estilhaça o vidro
e sai pela janela como pássaro espantado...
Um fogo lento, luminoso...
Incendeia a escuridão
a
n
o
i
t
e
ergue-se
no silêncio
pernoitam estrelas num varal imaginário
e eu debruçada na janela
escuto... olhos rasos
o eco...
*
Esta é uma homenagem a Fa Duarte. Gostei muito da forma como faz seu trabalho, escreve seus poemas, enfim, expressa sua arte...achei tudo muito singelo. Esse é apenas um de seus trabalhos. Haja inspiração!! Parabéns!
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http://ondasnasnuvens.blogspot.com/
viajo no caminho desta esfera, com amigos e irmãos sonhos ,devaneios ,alegrias,tristezas,em um mundo de emoções,
Eu tenho a arte e tenho as botas de Van Gogh
Nas trevas da solidão ofusca,
Leiria - Portugal * fhotos da net
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...quero, desejo, Sou nuvem, Vadia
gota de água
Desenhando o cosmos
Sou espinho,
Saído da terra
Sangrando o Mundo
Sou mar, gotas salgadas
De lágrimas perdidas,
Sou ar, Prana de vida
No raiar da aurora,
Sou gotícula de luz
Nascida do fogo
Osculada pelo sol.
Sou um pouco de tudo,
e muito de nada.
Poema e Fotos -Luna
*
http://multiolhares-poetadaspiramides.blogspot.com
poetaeusou . . . disse...*lLuna,És a partiturado etéreo solfejo,um hino ao mar,tocado pelo solnas brisas dançadoem cada maré,,beijos nossos,,*
Sinopse da capa:
O caos se forma por todos os lados, e os rumores se alastram como
o fogo, assim, só resta aos elfos, humanos, anões, e os outros
demais integrantes da Aliança Central, buscarem conselho do ser
mais poderoso do Mundo Conhecido, o Grande Mago Ancião, que
vive sozinho em sua montanha. Ele é o mais sábio e antigo ser que
existe, é imortal, e é mais velho que a própria montanha. E o
caminho para encontrá-lo é repleto de perigos.
A questão é que uma guerra se forma no sul, e suas proporções são
terríveis. Os vampiros ameaçam as fronteiras, e todas as criaturas
das trevas se mostram mais fortes e poderosas. E sente-se por toda
parte que um novo poder surgiu entre as criaturas das trevas. Um
poder tão grande que até então jamais foi visto, e se faz necessário
uma resposta para derrotá-lo, a qual só o grande mago, que vive
sobre a montanha, pode dar.
*
Átila Siqueira.
*
http://atilasiqueira.blogspot.com/
Camadas que sobrepõem
Bem sabemos,

Sentimento e algo que brota do coração, quando você ama expressa algo do seu interior.
A Folhinha…
voou suspensa no nada do sopro do vento…
rodopiou no ar,
varreu o chão…
escondeu-se na mala do carteiro,
equilibrou-se num pára-brisas,
suspendeu um beijo apaixonado,
espiou coisinhas de adultos…
Já cansada de tanta travessura,
caiu chorosa num banco de jardim,
e, embalou-se na ternura malévola da saudade!
a folhinha melindrou-se com a falta de afecto,
com a falta de pensar…com a intemperança das intrigas e
a malévola mentira…
Pingou gotinhas de água,
lágrimas sem sal da meditação nua e crua,
não se deve voltar ao lugar onde, um dia, morou a felicidade…
e esvoaçou… sem um adeus!