AMIGOS na blogosfera

Disseminando gentileza nos encontramos no tempo da delicadeza...

3 de fev de 2010

Da Liberdade (última postagem de tossan no Amigos)

foto da net
Vai que podes!

Isso é tão verdadeiro e sincero!

Sentir, pensar, crescer,

Aprender, esquecer

Rebelar, aquiescer

Subir, descer, viver!

És livre!

Ao que preferir escolher

A tudo que desejar

A tudo satisfazer

Os desejos do corpo

As aspirações da alma

Vai que podes!

Isso é tão verdadeiro e sincero!

A mim

E a ti também!

Doar

Abster

Vai que podes!

Isso é tão verdadeiro e sincero

Quanto a materialidade

Que tudo contém

Quanto as contingências

Que muito mantém

Vai que podes!

Isso é tão verdadeiro e sincero

Quanto o coração profundo e secreto

Que sempre, sempre atento

Em última instância

É este, quem bate o martelo!

Vai que podes!

Isso é tão verdadeiro e sincero

Quanto a aprovação desejada

De uma vida glorificada

E tão verdadeiro e sincero

Quanto a existência da espada!
(É-se livre... para fazer, com os recursos que possui, o melhor.)...

Por Luciene de morais

http://humanidades-e-afins.blogspot.com/

7 de jan de 2010

A estátua no jardim

(quatro poema da série ASPECTUS
Entardece
cada dia mais,demoras,
mil noites
numa única e triste luz nublada
derramada sobre a relva.
Vê a estátua da ninfa Érato...
O olhar, por detrás do vidro, da janela
como folha seca
vagueia, vagueia, procura,
no jardim não surgeo que se espera, o tudo, o todo.
Todas as coisas marrons, secas,folhas soltas,
anoitece sobre Érato,a lua não aparece,ninguém.
Só o jardime o tempo por aliem volteios, aspergindo
deboches. Cheiros da noite, húmus,
ação de húmus, humilhação,
nadas, coisa nenhuma espalhada
no livro, no vinho, nas horas,
nos intervalos dos investigantes olhares.
Vê, ei-la, vê que da janela se vê
pelo clarão de uma única lanterna
acesa por fiel servidora estátua da ninfa
Érato,vê que ela estende a coroa de rosas,
mas a lira não chora, não canta,
está aos seus pés.Cala. Cálidas mãos
sobre pele, sobre pontos,
sobrepondo amor em todos os
horizontes do corpo, são saudades.
Ah, se o céu soprar sobre o jardim
um vento benfazejo trazendo quem há de vir,
as cordas ainda serão capazesde vibrar.
.
por Dauri Batisti
.

26 de dez de 2009

Lagoa



Eu não vi o mar.
Não sei se o mar é bonito,
não sei se ele é bravo.
O mar não me importa.
Eu vi a lagoa.

A lagoa, sim.
A lagoa é grande
E calma também.
Na chuva de cores

da tarde que explode
a lagoa brilha
a lagoa se pinta
de todas as cores.
Eu não vi o mar.
Eu vi a lagoa...

Carlos Drummond de Andrade

<>
Homenagem ao amigo Eduardo Poisl
http://edupoisl.blogspot.com/
http://eduardopoisl.blogspot.com/
<>
tossan disse...
Quero fotografar a Lagoa
O brilho nas águas
A lagoa está cheia
Ora vento, ora calmaria...
E o vento que passa,
parece cantar.
Quando não venta
forma-se um espelho d'água
Fascina-me com tanta beleza
com gaivotas, garças, mergulhões...
Ouço os sussurros e sinto a magia.
Embriago-me com a suavidade
e vem a insuportável vontade de ficar...
por tossan

16 de nov de 2009

PINTURA DA NATUREZA


photo de Eduardo Poisl
.
Na tela do céu azul
Vejo nuvens á passar
Com pigmentos negros ao longe
São gaivotas a voar
E no centro da grande mata

Ouço de longe e vejo
Entre as pedras e cor de prata
O lindo véu da cascata
Água limpa corre fácil

Numa pedra escura e esverdeada
Como se fosse uma tela
Que por pincel foi desenhada
Um riacho que deságua

Um passarinho que canta
Na pintura da natureza
Que a todos encanta
<>
por Claudia Liz
<>
Dedico esta edição a João Menéres e Eduardo Poisl
<>
Visite os blogs de João Menéres e Eduardo Poisl:

16 de out de 2009

Juventude

Criança.
Sorrisos na lembrança,
que
vem e vai.
Criança.
Balançando na bonança.
Avião que não tem rumo,
mas nem assim cai.
.
A roda gira.
Gigante, enquanto apequena-se o dia.
E vira noite.
Surge estrela.
E a cantiga, plena e doce, acalenta.
Deixe o sonho de nuvem voar à plenitude.
No último pó astral.
.
Por Márcio Vandré
http://contraotedio.blogspot.com/
.
Mai disse...
Ser criança em qualquer idade é lembrar deste tudo.
É brincar com as palavras e parar o tempo ,
pairando no tempo feito uma pipa no ar.
Juventude é a liberdade desta criança atemporal.

22 de set de 2009

essapalavra

Engole, retorce-se
o estomago, vomita,
deixa ir este fluxo, a feiúra,
palavras, ervas
que se multiplicam,
.
espinheiros que se espalham.
De que falo, disso,
jogo sem graça, mas feliz
(ou contente, senão feliz),
jeito de encontrar a rua
na cidade estranha
.
onde se vive
perdido. O amor
se associa à poesia,
amasiado sem laços
selvagens e espirituais
.
ao mesmo tempo. As palavras
são jogadas, pedras, astros,
I ching, oráculos que
me predestinam ao sonho
.
de dizer, enquanto vivo,
tantos amores e mundos quantas
estrelas há no céu. Ah,
.
amar, a melhor brincadeira,
máquina que para o tempo,
remédio de esquecer a morte.
Por quanto digo sem causa,
.
sem grandes histórias
a me conduzir, por prazer.
Estranho. Dizer,
quem sabe, seja morrer
e ressuscitar com mais fome.
- Dauri Batisti
http://essapalavra.blogspot.com/
-:-
tossan® disse...
Rasgue as estradas, os mares, os ares e viaja esqueça o tempo
Quem sabe...Muito linda! Pura!

17 de set de 2009

quasar

Rio, 18 de Setembro de 2001

O mundo enlouquecia e meu avesso se expandia,
se espalhava e ali eu já não cabia mais dentro de mim,
a caixa de presentes se abria...
_
_Quasar_
_
Essa incontrolável expansão do eu
Essa alegria embriagada
Essa sublimação contida
E a valsa ainda descompassada.
É interação multifaceada
da forma e do conteúdo
É o cintilante e o opaco
O prazer e o desconforto
A angustia e o êxtase.
O reflexo e a inquietude
A liberdade e o limite
É oxigenação esbanjada
É feito no interior
É a alma tocando o céu!
É a tênue ligação do tudo e do nada
É o pulsar da vida
É viver!
É viver intensamente e não deixar por menos
É o avesso do avesso do avesso...
.
Postado por Maria Dias às
08:00
Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
http://avessodoavessodoavesso.blogspot.com/

14 de set de 2009

poeta

se pudesse ser quem sou
que extravagante
seria na minha irracionalidade,
transitava de mim próprio
em circulares rectângulos
ou triângulos quadrados,
e em constante
inconstânciade multiplicações
inacabadas desinquietava
o que não sei, e,
desconjuntando o ocaso,
na linha do horizontee eternizava o
… pôr-do-sol,poemado-fotos:
-:-:-:-
Vivian disse...
...se não fosses quem tu és,com certeza não teríamoseste prazer em cada vez que entramos aqui, onde o fotógrafopoeta, deixa-se ver pela alma...
Elma Carneiro disse...
Ah... eu queria esse céu para mim. Me senti incorporada ao poema pelas comparações geométricas na linguagem do poetaeusou. Circulares, rectângulos, triângulos, quadrados – multiplicações, linha do horizonte – pôr-do-sol!

24 de ago de 2009

O mareante

Imagem Google Tanto ontem foi lembrado e havido – ela – mar profundo nos seus sonhos, era vinho sorvido, posto perdido e agora achado na memória que ondulava. Recordava tantas vezes a santa e n’outras profanas, transpiradas em seu corpo tatuado, rolando n'areia, nas camas, no cais. Ele era terra, porto e mar. Ele era vida e mundo amante, singrando oceanos em casa navio, um novo tempo de voltar. Recordava a família, amigos, sorrisos mas, só ela, marejava seu olhar. À borda do mar, a cidade. Em filme, uma vida e o medo por partir e por voltar. Das separações havidas, o cansado marujo tinha à bordo seus contos em malas por guardar ou esquecer. Nas desolações costeiras, toneladas de saudades choradas por dentro e disfarçadas em branco sorriso, contrastado ao azul. Daquilo que deixara, ocupava-se pouco. Apelos do mar ao cais, coração mareante compassado, acelerado, querendo chegar. Anos separando a história e aquele dia. Quando o sol se deitava foi ouvido o sinal. À mesa, um olhar desembarcando engoliu os seus medos e respirou as batidas do seu coração. E no copo vazio do mar, ocupou-se de ocultar o seu pranto. Novamente calado, o mareante vinho, vencera tormentas, chegava em terra, amante do mar.
.
por Mai
***
paula barros disse...
Suas histórias são profundas, sempre são, porque fala da produndeza do mar/mente, das correntes frias que passam por dentro do ser, dos tsunamis que acompanham momentos de vida...bem é assim que leio."Em filme, uma vida e o medo por partir e por voltar"Muitos permanecem por medo do partir. Do novo. Com medo do partir-se ou partir.

10 de ago de 2009

Ventos de Mudança

photos por Carla Sofia
Soltam-se as vozes dos deuses
e o som propaga-se pela encosta,
descendo até nós...
Nesse momento percebemos
que estamos a ser tocados
pelos Ventos da Mudança...
*
Desprendem-se fagulhas
douradas que alcançando
os céus se juntam umas
às outras numa dança cósmica
em torno do planeta.
Quando a noite chegar,
algumas dessas sementes
mergulharão no abismo...
tornando-se as estrelas
cadentes dos sonhadores...
*
Procuramos nos olhos
um do outro, um conforto,
uma resposta...
Este vento traz uma mensagem
que ainda não sabemos decifrar.
Mas o vento continua a soprar...
a mudança não tardará a chegar.
Então continuamos o nosso caminho,
lado a lado, olhando em frente...
«A cada segundo começa para nós
uma vida nova»
*
CarlaSofia
http://universosquestionaveis.blogspot.com/
"Não somos seres humanos a passar por uma experiência espiritual.
Somos seres espirituais a passar por uma experiência humana.
"Teilhard Chardin
*
bemviver disse...
Que bela postagem, o vento sempre traz uma mensagem,
feliz daqueles que entendem e escutam o seu cantar.
*
prAia em Mim disse...
Que MARAVILHOSO, amiga...escutar este som...contemplar
estas tuas imagens tão bem fotografadas...e fluir na mensagem
que nos transmites...de facto, o devir cósmico é transmutação!
E eu preciso de acreditar que os ventos de mudança são para
melhor e, quando desacreditar, venho até este post para sorrir
e te agradecer.

25 de jul de 2009

Dentro de mim

Dentro de mim
navegas como um barco
incerto, à deriva...
Ondas gélidas e enfurecidas
que vêm e vão...
nessa turbulência
eu, que me fecho em ostra,
fazendo um esboço em minha face
de um sorriso esmaecido,
açoitando em minha alma essa solidão...
momento insone em que lágrimas
fazem arder as minhas retinas
em gotículas que ferem como agulhas
dentro do meu coração...
num choro compulsivo dessa lembrança
Dor que ainda sinto daquele Adeus...
desmoronando em cada arrebentação!

por RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO
http://blogrenataeuedai.blogspot.com/
*
Graça disse...
Que lindo poema, Renata... com imagens belíssimas...
"navegas como um barco incerto"..."que me fecho em
ostra"..."acoitando em minha alma essa solidão"...
apetecia-me reproduzir todo o poema.
Gostei sinceramente
.

©tossan disse...
Certa vez um amigo português me disse: Não te afundes na escrita, seja mais positivo e a tua poesia pode ficar mais presente. No momento não aceitei e hoje percebo o quanto ele estava certo, porém confesso, ainda não me libertei disso totalmente.Repasso a você de coração, porque a tua poesia é bonita e eu gosto muito como esta, por isso ela está nesta edição.

20 de jul de 2009

Duo de cordas - Desiderata...

photo da netLira que toca ao vento,
vento te toca, lira.
Vem, Orfeu,
toca comigo essa lira?
Vem compor nossa música.
Hoje, sou apenas olhos, desejo.
Chiiiiiiii não fala nada...
Espera, não tem pressa, toca...
Toca a lira devagar, em duo.
São tão lindos os tons, sons.
Teus toques repletos de clave, tem Sol.
Essa noite-milagre, tem duo, tem dois.
Pausa-silêncio//
Essa lira-ternura, mansa, não tem dissonância,
mesmo quando as cordas, gemem, seus sons.
De novo meus olhos, falam e riem,
essa desiderata festa musical!
Sim, minhas maõs tocam leve,
teu rosto e tua lira.
Quero nada-fazer, hoje, sou só, contemplação.
Minha boca é ponta, seda-toque dos dedos,
que executam vienenses, corpo,
lira, e nossa doce melodia,
só prá saber se meus olhos, não mentem...
Liras são frágeis e mansas, choram,
a emoção da melodia, amor.
Ah! Orfeu, afinarei contigo e juro,
não arranharei tua lira! Chiiiii...
Ternura, não fala nada, cala, dorme.
Já te amei bastante, hoje.
Instante interminável, minha lira de amor,
foi tocada em Sol e lá, em mi maior.
Foi toccata em dueto.
por Mai
***
iara disse...
tão lindo esse mai, que meu saudade de tocar
junto e me lembrou uma música que amo....
Mesmo que os cantores sejam falsos como eu
Serão bonitas, não importaS
ão bonitas as cançõesMesmo miseráveis os poetas
Os seus versos serão bons
Mesmo porque as notas eram surdas
Quando um deus sonso e ladrão
Fez das tripas a primeira lira
Que animou todos os sons
E daí nasceram as baladas
E os arroubos de bandidos como eu
Cantando assim:
Você nasceu para mim
Você nasceu para mim
***
tossan disse...
Sabe Mai, quando estou lendo os teus poemas
ouço uma voz suave mais firme,
como nos teus textos. Lógico só pode ser a tua!

16 de jul de 2009

Criando clichês…

Faz de conta que o mundo
Fosse todo só um dia.
Inventa que todo tempo
Fosse o espaço e sorria!

por Henrique Noale
em 6, Julho, 2009
http://anese.wordpress.com/

A poesia! O jogo com as palavras sugere uma interpretação por sentença. Gosto de quem pensa, escreve e age positivamente. Viver e olhar o outro sorrindo é muito melhor. Parabéns Henrique pelo seu humor...
Verônica Pacheco

13 de jul de 2009

Ninguém deve parar de comer carne

Ninguém deve parar de comer carne.
Tudo que fazemos por obrigação, mesmo as coisas que poderiam ser prazerosas, geram desconforto. Tudo o que fazemos porque escolhemos nos afirma.
Quando eu parei de comer carne, parei porque eu podia e tive liberdade de escolher. E porque eu queria experimentar, uma vez que alguma coisa – intuição talvez – me dizia que havia algo estranho em comer carne.
Sempre que me perguntam porque eu parei de comer carne eu costumo optar entre estas duas respostas ou uma combinação das duas:
porque eu posso por prazer.
Evito também dizer que sou vegetariano. Infelizmente, apesar de ser a designação correta, uma série de campanhas publicitárias equivocadas, desastrosas e agressivas fez associar o termo “vegetariano” com gente chata, repressora e a uma série de documentários, apesar de reais, sangrentos.
Simplesmente digo que evito as carnes. De todas as espécies. As brancas, as pretas, as vermelhas, as azuis. Nem peixes nem camarões. Nem besouros.
Um adendo importante feito posteriormente ao comentário do
Nelson: o uso do verbo “poder” não é no sentido negativo de dizer que quem come carne não tem capacidade de parar. Mas no sentido de que esses também tem, também podem, mas adotam outra postura porque a preferem, julgam-na melhor para si e tem liberdade de escolhê-la e, por isso, comem carne. Porque podem.
Por exemplo, eu como leite e como ovos. Por que não como carne e, no entanto, como leite, ovos e derivados? Por prazer e porque eu posso. Se um dia eu parar de comer esses itens, será pelos mesmo motivos.
Por que eventualmente uso sapatos de couro? Porque não pretendo comê-los.
Perguntam-me com frequencia se eu sinto diferença entre a época em que eu comia carne e agora, que não como.
Direi que sinto. Mas o máximo que poderei dizer – no caso de você ainda ser um comedor de carnes – é que a minha digestão é muito melhor em comparação. Não que fosse ruim. Era ótima. Apenas está melhor.
Mas a maior parte das mudanças são muito mais sutis, indo do plano físico ao mental, passando pelo energético, emocional e outros. Pelo plano ético, inclusive. Todas em sentido positivo. Nunca negativo. E para experimentar tais mudanças, por serem sutis, de nada adiantará eu ficar falando sobre elas: você tem que parar de comer carne por um tempo.
Se quiser.
Não há dúvida de que a indústria do cigarro é nociva e até os mais entusiasmados fumantes admitem isso.
Porém os vegetarianos mais tacanhos tem muito a aprender com ela em termos de marketing. Assista ao filme
Obrigado Por Fumar. Antes de ser uma crítica à indústria do tabaco é um filme sobre argumentos. A indústria do tabaco sabe que é nociva, os fumantes sabem que o fumo é prejudicial: mas o discurso de ambos gira em torno da liberdade.
Aquilo que fazemos porque escolhemos nos afirma. Acho que eu já disse isso mais acima. Mas estou repetindo por algum motivo que julgo importante.
Não pare de comer carne porque você deve. Pare porque você pode.
Assim você se posiciona no universo de maneira diferente: em vez de deixar que o construam, você o constrói, de dentro para fora.

publicado por Alessandro Martins em
http://eupraticoyoga.com/ninguem-deve-nunca-parar-de-comer-carne/

Nem sei por onde começar. Em um único post tem tanta informação/conteúdo/opinião que fica difícil escolher um primeiro tópico para comentar. Liberdade de ser de pensar? Ser ou não ser vegetariano e tudo o que gira em torno disso, desde respeito aos outros seres vivos, até cuidados com a própria saúde? O marketing, o desejo o senso comum? Não sei dizer. Não quero escolher. O que sei é que clara e simplesmente Alessandro disse tudo sem a necessidade de mais comentários. Já que o estilo de vida que se leva, reflete no que somos. E ele é um belo exemplo disso (no sentido positivo de atitude perante o mundo, o ser vivo e principalmente diante dele mesmo).
E aqui entramos no conceito da Alice do post anterior. Cuidado para não se alienar, pois deixamos a vida nos atropelar e nos tornamos alvo fácil para tal alienação e nem percebemos isso.
Verônica Pacheco

10 de jul de 2009

O tempo não para

As coisas acontecem independentes da nossa vontade. Os anos passam aleatórios aos nossos desejos.
Dia a pós dia o sol se põe. Não há nada que possamos fazer para impedir o evento do tempo. Podemos apenas tentar aproveitar.Estar perto das pessoas de quem gostamos e dividir este sentimento. O tempo não para, o mundo não para. E um dia vamos descobrir que tudo se acabou.
A única certeza que temos é que vamos morrer, um dia.Todos os dias caminhamos para este evento, inevitavelmente.Nossa mortalidade é o que nos faz únicos, mesmo que tenhamos a estranha tendência de ignorar este fato.
E se amanha você não estiver mais aqui? ou se eu não estiver mais aqui? ou ele ou ela não estiverem mais aqui?
Será que você falou tudo o que gostaria de falar?
Será que fez tudo o que gostaria de fazer?
O que falta?
O que te impede de cumprir?Quais são as suas metas para a vida?
O tempo não para, mas nós podemos parar.
Não pare. Mas se de tempo o suficiente para dizer o que quer.
Se de a oportunidade de ser feliz.
Diga a quem você gosta que esta pessoa faz a diferença na sua vida.E se não gosta, não perca tempo, perca o contato.
Não desperdice o pouco tempo que ainda temos com quem não te merece, nem com quem você não gosta apenas por que esperam isso de você.
Faça o melhor de você sempre.
O tempo não para, NUNCA.

Postado por Alice Bacilla Munhoz da Rocha Postado em, http://alicebmrocha.blogspot.com/ na Segunda-feira, 29 de Junho de 2009.

Motivada por alguns amigos e claro pela tendência estou aos poucos me inserindo no mundo dos blogs e a cada dia me encanto mais. Achei a idéia do blogosfera do CARALHO. Desculpem, mas essa é uma das coisas que gosto. A liberdade que o blog nos dá, até no vocabulário. Não se assuntem, não sou desbocada, mas neste momento, não tinha melhor expressão do que esta. rsrsr
Voltemos ao post:
Gosto de ler o óbvio inteligente. "O tempo não para, mas nós podemos parar." Com o corre corre do dia dia, do pagar contas e dar atenção ao outro esquecemos de algo muito importante. Nós mesmos. Esquecemos de pensar para onde estamos indo e o que estamos fazendo da nossa vida. E considero isso muito sério. Fico muito chocada ao olhar para trás e ver a Verônica do passado, que em muitas coisas foi cega, de chegar a não enxergar a si mesma. (Veja que legal! Adorei isso, escrever sobre mim na terceira pessoa foi bárbaro!) rsrsrs
Mas hoje as coisas são diferentes justamente pq eu penso assim como a minha amiga Alice. E gostei muito de poder compartilhar esta idéia dela com vcs.
Verônica Pacheco

3 de jul de 2009

Bússola

foto - net
Bússola?
Não é preciso.
Temos a sapiência
das estrelas nos nossos corações
quero que tu me ames agora,
enquanto o Universo
se expande infinito para nos caber
Navegámos meio século
nos mares inexplorados fora da Terra.
Afastámo-nos da perversidade ácida
que se alimenta de matéria gorda
no coração do HOMEM.
Vivemos meio século de amor.
por Leo Mandoki Jr.
(adaptado)
***
tossan disse...

Haverá bússola mais precisa do que a tua sapiência?
Chegarás ao infinito antes antes das estrelas...
Salve a Remington 25,
uma relíquia que funciona mesmo
e é muito bem usada por você.
Gostei muito, ainda por cima
com uma taça de Dão à mão!
Belo texto e esta parte
eu gostaria de ter escrito
Abraço
***
video só para descontrair, desligue a música...

27 de jun de 2009

DICTOMIA

Foto: Tela - Mysterious Clown de Marcella Cocconi
**
Além de tudo
escolhera ser palhaço.
Pensara que os risos abertos
que despertaria
ao interpretar o seu papel,
impediriam suas lágrimas.

Palhaço triste
já virara clichê.

Então,
Vestiu um terno,
conseguiu um trabalho
numa empresa enfadonha,
e passou a rir o dia inteiro
dos papeis sem sentido
sobre sua mesa.
Edmundo Colen

*

http://curtashistorias.nafoto.net
http://cartazesdecinema.fotoblog.uol.com.br
embaixo das fotos vc pode assistir o trailer de cada filme, vale a pena
***
***Mas pelo menos buscou saidas. Isso é o que faz a diferença, debater-se de alguma maneira. Vc conheçe a historinha do sapo que caiu na vasinha de leite que, de tanto debater-se para achar uma saída, transformou o leite em manteiga e conseguio sair? "Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena", já dizia o poeta, não é? Beijos, amado! Bons dias pra ti. E que a vida lhe sorria, sempre, mesmo que vc faça-lhe palhaçadas pra isso!
24/08/2008 11:52
disse...
http://fran-esperanca.nafoto.net
***
E viva os palhaços do di-a-dia prisioneiros da sobrevivência capitalista. Abraço e sucesso.
24/08/2008 11:29
disse...
("Osvaldo Pastorelli")
http://odval.fotoblog.uol.com.br

***
...e quantos picadeiros disfarçados de salas executivas, abrigam em seus seios palhaços literais...bjsss, lindo!
24/08/2008 00:51
disse...

20 de jun de 2009

pecadora

photo da net
Você planta os joelhos no chão,
por minha alma vadia pede perdão
e rende graças a seus ocos cofres santos.
Você passa noites inteiras refém de sua fé arrogante,
orando em sussurros incompreensíveis
como quem conspira escondida pelos cantos.
Pois eu passo as minhas noites
pecando sem rumo, sem hipocrisia.
Minha gula é de gente.
Minha sede, de alegria.
À beira mar, espero o rei sol nascer
e cega de vida pelo banho de luz,
peço clemência por sua alma pequena
que se interessa mais por um buraco de fechadura
do que pela imensidão brilhante da lua.

Postado por Simples Assim...
*****
C. disse ...
Lindo esse poema que transmite tanto de nós todos que percorremos

estes caminhos, umas vezes de alma cheia, outros com ela vazia...

16 de jun de 2009

Comédia D'enganos

Eu sou o palhaço que não ri,
o sortilégio da dor,
uma comédia de (des)enganos,
o rosto do (des)amor...
Sou rosto pintado de mil cores,
cada uma em contradição,
sou uma patética vida,
onde bate um...coração...
Onde bate a saudade,

onde mora ainda uma réstia de luz,
onde ainda voa uma gargalhada
que a um deus seduz...
Eu sou...
Publicada por Metamorfose

***
tossan disse...
É difícil eu me emocionar tanto com uma postagem
como aconteceu agora com esta.
Música, poema, a foto e a expressão do palhaço!
Tudo perfeito. Soberba e muito artística.
***
Procurei o meu espaçono
meu tempo escasso,
mas com o teu abraço
rompi o meu fracasso.
Pintei o teu retrato
imitando Picasso...
Foi um fiasco!
Não tornei um ricaço,
e literalmente
me tornei um palhaço!
(por tossan)

10 de jun de 2009

Hoje não!!

Hoje não é dia de ser!
Hoje é dia de fingir que se é!
Hoje vou sair, tenho de me preparar
e vestir-me condizente com aquilo
que os outros esperam de mim.
Por isso, hoje não é dia de Ser!
Hoje é dia de fingir que se é o que nunca se foi,
para então agradar, para não escandalizar,
para não decepcionar.
Eu não queria ir pelo caminho da fantasia.
Mas quanto mais de mim coloco,
menos faço a todos sorrir.
Por isso a máscara está pronta.
Ao longe já se ouve a lira, e sou, como num
palco a personagem que rodopia e gira!
Hoje não é dia de ser!
(Vivian) Muaaaahhhh!!!
Feliz aniversário!
Sam disse...
Quase sempre penso que a vida se tornou esse "baile de máscaras"
onde a transparência se basta ao que se vê com olhos
da carne e o ue se ouve com palavras da boca pra fora.
Mas então eu me lembro que é bom se mascarar,
pintar a cara... se for pra fazer nascer sorrisos de veradde!
Carinho Sam

6 de jun de 2009

quem nos tira da escuridão…

Escutamos aqueles que diziam ue isqso jamais iria acontecer. Traduzimos. Reproduzimos o barulho. Induzimos, seduzimos e descartamos.

-Quando acontecer de eu lembrar que esqueci de te descartar me avise. Dizia o recado.

-Quando eu lembrar de ler eu te aviso. Dizia a mensagem na secretária eletrônica.

Escutamos aqueles que falaram que isso jamais poderia acontecer. Descrevemos. Produzimos o ritmo. Acompanhamos, seguimos e apagamos.

-Quando acontecer de eu esquecer de apagar as luzes, me lembre! Dizia aos gritos.

-Quando eu lembrar das luzes eu te tiro da escuridão. Dizia a placa.

Escutamos todos e continuamos a procurar quem nos tire da escuridão, mas quem reproduz o silêncio que buscamos? Quem nos lembra o que já esquecemos? Quem escuta o que falamos? Quem consegue nos seduzir dentro dessa imensa escuridão?

Texto do blog: http://sincerosreceios.wordpress.com/ postado em 04/06/2009.