
Eu tenho corpo, emoção e pensamento.
Eu sou ambígua e posso ser e estar em tudo ou nada
Mesmo que seja com palavra ou intenção
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Pois se me calam eu morro e invento um grito
Pois se oprimem meu direito eu vejo um cálice
Está sem vinho sem pacto e em mim, sem sangue
E este cálice eu pinto em outras cores
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Se assim inscrevo esse meu grito mudo
E se há rotas que são vias a destinos
Há trilhas de acesso ao que me falta.
Há outros caminhos que me levam ao que eu suprimo
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Se o silêncio imposto cala a minha fala
E na ausência de minha fala implodo
O meu silêncio no inaudível explodo
Eu tenho a arte. Não a faca nem o açoite
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Mas não se explica se reinvento o óbvio
Quando minha voz se cala por um ato
E se calado o pensar não exprimo
Ele se amplia na palavra que escrevo
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Exprimo em arte o meu grito contido
E há um direito que em silêncio eu revelo
E há silêncios que só eu sei o grito
E vem da ausência do respeito à fala
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Eu quero a arte e assim expresso tudo
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Se mimetizo a fala e o silêncio em cores
E porque sou artista, reinvento o óbvio
O que eu escrevo pode ser nada ou tudo aquilo.
Porque a linguagem e a arte são apenas rotas...
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E nessa via em que eu sinto e penso
E se pensando encontro outras rotas...
Entre o silêncio e o grito tenho a palavra e o signo
Eu vivo em arte eu tenho a luz que não me roubas..
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Eu vejo um cálice e na linguagem a minha força...
Ninguém escreve só por que prefere...
Eu sou artista eu sinto, penso e existo.
Multiolhares disse...Todos de alguma forma somos artistas, moldamos o barro dos dias, voamos no trapesio da vida,pintamos cores coloridas nas telas escuras das noites fugidiaslindo como sempre beijinhos18 de Janeiro de 2009 17:53
Márcio Ahimsa disse...Ei, Mai, não cale-se, jamais, cálice derrame de palavras em mim, sempre.E eu fico aqui, beijos.19 de Janeiro de 2009 16:30