Disseminando gentileza nos encontramos no tempo da delicadeza...

10 de jun. de 2009

Hoje não!!

Hoje não é dia de ser!
Hoje é dia de fingir que se é!
Hoje vou sair, tenho de me preparar
e vestir-me condizente com aquilo
que os outros esperam de mim.
Por isso, hoje não é dia de Ser!
Hoje é dia de fingir que se é o que nunca se foi,
para então agradar, para não escandalizar,
para não decepcionar.
Eu não queria ir pelo caminho da fantasia.
Mas quanto mais de mim coloco,
menos faço a todos sorrir.
Por isso a máscara está pronta.
Ao longe já se ouve a lira, e sou, como num
palco a personagem que rodopia e gira!
Hoje não é dia de ser!
(Vivian) Muaaaahhhh!!!
Feliz aniversário!
Sam disse...
Quase sempre penso que a vida se tornou esse "baile de máscaras"
onde a transparência se basta ao que se vê com olhos
da carne e o ue se ouve com palavras da boca pra fora.
Mas então eu me lembro que é bom se mascarar,
pintar a cara... se for pra fazer nascer sorrisos de veradde!
Carinho Sam

6 de jun. de 2009

quem nos tira da escuridão…

Escutamos aqueles que diziam ue isqso jamais iria acontecer. Traduzimos. Reproduzimos o barulho. Induzimos, seduzimos e descartamos.

-Quando acontecer de eu lembrar que esqueci de te descartar me avise. Dizia o recado.

-Quando eu lembrar de ler eu te aviso. Dizia a mensagem na secretária eletrônica.

Escutamos aqueles que falaram que isso jamais poderia acontecer. Descrevemos. Produzimos o ritmo. Acompanhamos, seguimos e apagamos.

-Quando acontecer de eu esquecer de apagar as luzes, me lembre! Dizia aos gritos.

-Quando eu lembrar das luzes eu te tiro da escuridão. Dizia a placa.

Escutamos todos e continuamos a procurar quem nos tire da escuridão, mas quem reproduz o silêncio que buscamos? Quem nos lembra o que já esquecemos? Quem escuta o que falamos? Quem consegue nos seduzir dentro dessa imensa escuridão?

Texto do blog: http://sincerosreceios.wordpress.com/ postado em 04/06/2009.

31 de mai. de 2009

falta-me o papel...jovens escritoras

deita-te comigo e toma-me tua. devora o veludo dos meus lábios e escalda-te com a minha língua molhada e ardente. sente a minha respiração ofegante e desenfreada enquanto as tuas mãos me despem a castidade e o pudor. deixa que the way young lovers do nos inspire e sacia o desejo libertino da nossa id. mima meu corpo; rejubila-te com a juventude do meu pescoço, mas não te demores e vai onde faz falta. deixa que os nossos corpos dancem avidamente a coreografia estimulada pela volúpia e que a troca de fluídos nos manche a razão e perfume o nosso apetite. fundamos as sensações por nós ebulidas uma, e outra e outra vez. talha a eternidade no efémero instante. acende-me o vício que nos prazenteia depois do auge do pecado e partilha-o comigo; o correcto e a moral são agora a cinza que queima o nosso leito enquanto a luxúria, gula e capricho nos inflama as entranhas.
.
e para repousar, entra nos meus sonhos.
.
postado por Ana Luísa em 5 de maio de 2009
http://apetece-meblogar.blogspot.com/
.
Conheci Ana Luisa navegando nesse mundo sem fronteiras. Ana tem apenas 18 anos e mora em Aveiro - Portugal. Desde que a encontrei não a perco de vista. Mais uma jovem escritora que faço questão de homenagear. Sinto-me honrada por ter o privilégio de poder divulgar seu texto, neste espaço.

26 de mai. de 2009

A poesia da vida...

A poesia da vida, a emoção sentida
Na ausência de Aurélio, perguntei a Ruth Rocha o que era um poeta, ela soprando em meu ouvido, feito uma brisa perfumada, numa noite estrelada, onde a lua acariciava as belas palavras, me respondeu:Poeta, a você de alma tão inquieta, é:1) Aquele que faz versos;2) Aquele que tem imaginação inspirada;3) Aquele que se afasta da realidade.E o que é poético Ruth? É o que tem poesia. Que inspira. Relativo à poesia.E por que ele que inspira poesia e transpira imaginação insiste que não é poeta? Isso não sei Paula, não compete a mim decifrar a alma dos escritores. Cada um é cada um. Com suas alegrias e dores. Com os sonhos que nunca deixam de existir. Com a imaginação que faz da dura realidade, do árduo dia a dia, um momento poético.E o que é um não-poeta? Paula, pergunte a sua alma. Escute os pingos das águas que escorrem dos seus olhos a baterem na bacia de ágata verde e cante os versos. Conte as badaladas do seu coração e deixe descarrilhar os ponteiros. Sinta a sua respiração, respire a beleza e se permita sonhar. Quando assim se sentir, terá encontrado uma não-poeta.Escutei quando a minha alma me chamou. Menina, menina, você que mora dentro dessa mulher tão adulta, senta aqui. Me escuta. Vou te contar uma história.Lá, naquela casa, há muito tempo mora um poeta. Mas ele não gosta de ser chamado de poeta. É pouco para ele. Não combina com o ser dele. Ser poeta é enquadrá-lo, dar forma, ritmo, métrica, combinações, e isso ele não quer. Sabe porque? Porque ele também tem uma alma assim feito a sua. E o menino que ele procura, vive dentro dele. Assim feito a sua menina vive dentro de você.Essa alma é que proporciona a liberdade de pensar, de criar, de imaginar, de sonhar, de embriagar-se e embriagar. É a mesma alma que dá asas a quem escreve e a quem ler.Então, o não-poeta é aquele que escreve muito mais que poemas. Ele sabe transformar momentos de vida com imaginação, encanto, emoção. Distribui palavras em papel celofane colorido. Coloca estrelas coloridas nos olhos de quem ler. Faz as pessoas escutarem um música interna. Tem a liberdade do pensamento.
Gosta de sonhar.
E voa através das palavras feito quem voa num tapete mágico.
Portanto, ler um não-poeta é para poucos.
Permita-se ler e sentir. Voe na imaginação.
Escute os sons internos, sinta vibrar a alma
e o corpo quando ler um não-poeta.
Não tente entender. Entender,
é perder o encanto e o canto da emoção vibrando.
por Paula Barros
**
Avassaladora disse...
Paula, meus olhos viraram céu estrelados...
Duas bolinhas, onde estrelas cintilam,
embevecidas pela beleza de suas palavras!
Agora eu sei o que sou...
Claro que sou uma não-poeta...
Não que eu seja pretenciosa,
apenas porque o que escrevo,
( o pouco que escrevo),
escorre por minha alma,
meu coração e sai nas pontas dos dedos...

27 de abr. de 2009

Momentos

Numa tira de papel
– uma das tantas folhas que carregoensaio
um poema e me lembro – quando muito – de uma canção
Ao redor, cenas perfeitasnos gestos e rostos
desconhecidose você monta num roteiro imaginárioos
diálogos não ouvidos, reconstruindo
num piscar de olhosa vida, um teatro?
Olhos abertos submergimos em nossa própria história
ah, essas águas contidas que às vezes
rompem barragense nos arrastam no turbilhão...
Essas pupilas que se refletemnão precisam de linguagem;
são dois espelhos cara a cara à procura
de uma imagemquando a vêemsão muitas, divididas
Girar a roda do temporetornar àquela praiafalar
ao ventoe às ondas do mardo ponto
em que se cruzaram–estranhos – nossos caminhos...
entre quatro paredesreviver os momentosde prazer
e dorantecipadada tristezamais funda deste mundo...
As mil histórias que vivemos rebelam-se
à escrituranão querem perenidadeà falta de futuro
talvez só um pouco de ternuraquerem ser presente,
mesmo que efêmera felicidade
por Renata Maria Parreira Cordeiro
***
*
tossan disse...
Renata, este poema mexeu com os meus sentidos,
além disso é o poema mais bonito que li aqui no teu blog.
Se tu me permitires posta-lo num blog que faço parte,
eu ficaria muito agradecido.
24 de Abril de 2009 01:50

Luciana Negreiros disse...
Concordo com o amigo Tossan
realmente muito bonito
e mexe mesmo com os nossos sentimentos.
24 de Abril de 2009 13:06

GMV disse...
Momentos... tão bonitos, escritos assim,
nessa beleza que as palavras carregam...
"ah, essas águas contidasque às vezes rompem
barragense nos arrastam no turbilhão..."
[lindo]24 de Abril de 2009 19:19

23 de abr. de 2009

SER HUMANO - Profissão: Vigilante

Eu sou o ar
Sou o medo o sonho e o pó na marquise
Sou magma ou, se quiseres, oceano
Sou um ilhéu em chamas naufragando no mar nocturno
Sou a ordem caótica dos teus desejos
Sou a carne e a íris piedosa da oferenda
Sou a indelicadeza e a dor que tenta caber em um único nome
Sou a insubstância letal do pecado, Mas sou!
Sou a última curva do silêncio
a última urina
a última flecha
a última cor
Sou o guardião das sementeiras
Sou a flor, a árvore, o fruto e o unicórnio
Sou a relutância da morte e do beijo.
Sou a Grécia e o Egeu
Sou a válvula das lágrimas e dos rios
Sou a mecânica fluida dos sorrisos
Sou o Louco
a grávida e a morta abandonada nos esgotos
Sou a sorte e também a chuva
Sou o amor que se desprende dos gestos
Sou a esperança, a derrota e a gravidade
Sou a inteligência sensitiva dos espíritos
a palavra, a letra e o Universo em formação

Eu sou tu, e tu és eu. Para sempre.
.
Leo Mandoki, Jr
http://leomandoki.blogspot.com/
.

Algumas coisas faço questão de esquecer. Há outras, porém, que jamais deixarei de lembrar. E agora mais que sempre, desejo homenagear o Leo Mandoki, Jr. Porquê agora? - Há coisas que não se explicam. Mandoki é tudo e nada porque ele existe em sua palavra e nela, ELE É. Por tudo e em tudo que escreve Leo é todas as coisas e qualquer um de nós. Vive em Arte e em palavra. Aqui neste belíssimo poema ELE É Verbo, é todas as coisas. É o silêncio e o eco sonoro da palavra que existe no vazio. Um Ser Humano que pode ser o que quiser ser. Livre e transgressor, agora, em seu perfil, Ele diz que sua profissão é: "Vigilante". E em certo sentido deve ser, mesmo, porque ele é tudo o que diz ser. É isto.
É tudo isto, nada disto, ou muito mais que isto porque ele sempre surpreende e porque estou falando de Leo Mandoki vírgula junior, eu nada sei sei apenas que ele é um Ser Humano de rara beleza.
"Leo Mandoki,Jr. SER HUMANO (e por incrível que pareça, de carne e osso)"
Um Ser Humano a quem respeito e admiro.

19 de abr. de 2009

Apoteose

pinturas digitais por Sr. do Vale
http://particulasdosentido.blogspot.com/
Apoteose
Inspirado nas belas imagens do
Sr. do Vale.

Empunho estandarte
De vontades infindas
Em praça pública.
Ah, se soubesses
que Minhalma flameja
Pelos espirais de teu
Corpo, entrarias em
Mim feito apoteose
Nas plagas dos prazeres.
Fantasio-me de lânguidos
Segredos para descortinar
O céu rubro de tua face.
Na enxurrada de cores,
Confeito-te d´amores
O eco do que guardo
A noite pra ti:
na sinuosa avenidades
fila meu desejo.
Saciai-o!
*
Fernanda Fernandes Fontes
http://degustacaoliteraria.blogspot.com/

****
Sr do Vale disse...
Fernanda, poesia e pintura, ah quanta semelhança,
a sintônia perfeita de cores e sentimentos.
A poesia estava em segredo, dentro de ti,
e precisava ser arrancada,
foi quando vieram as nuvens em 'enxurradas de cores',
remoendo internamente o que estava encarceirado,
'descortinando seus segredos'.
Fico mui grato pela confluência dos sentidos. Abraços.

13 de abr. de 2009

Do que eu preciso dizer;

Mas se quiseres saber mais sobre mim, rasgue meu coração. Aqui encotrarás memórias, cartas, flores, canções, corações em miniaturas, cidades inteiras num único ponto de luz.Mas se quiseres saber mais de minha alma, junte meus ditos, palavra a palavra, eu digito enigmas, transpiro pistas, revelo atalhos.Mas se quiseres saber mais sobre mim, não me siga, me sinta, não me minta, me abrigue aí dentro.
n.
por Érica Maria em 12 de abril de 2009
http://confessandoeescrevinhando.blogspot.com/
.
Homenagear Érica Maria é fácil porque me espanto e gosto de tudo o que ela escreve.
Érica tem dois blogs - Acima um dos links e o segundo, o íntimo e Poético, podemos ler poemas eróticos com uma sofisticação ímpar.
Então recomendar a leitura do que Érica escreve, talvez fosse desnecessário pois ela tem uma visitação expressiva. Homenageá-la é quase um deverpois se destaca nos registros literários que escolhe. Ler sempre será um prazer ler érica será sempre uma garantia da qualidade do que se lê.

9 de abr. de 2009

estado de graça

O estado de graça demorava a chegar. Sua mãe logo notava, quando ela disfarçadamente diminuía o embainhado do vestido, sempre viscose. Não se continha naquela sobriedade sem lacres, ou velas. A lua sua fiel escudeira, clareava os campos para que os moços se deleitassem com seus cachos de veludo valsando no ar. Não passava rouge. Não ensaiava a face. Não pintava unhas. Abusava da lavanda. Deixava por prazer alvinha suas anáguas. Quando a neblina aparecia, hidratava-se lábios... Seu estado de graça, mesmo de graça, gastava retina galopes palavras...
**
Abraão Vitoriano

http://abraaosousa.blogspot.com/
**
Abraão chegou a mim. E eu ganhei de presente o Abraão e sua poesia, sua doçura e encantamento. Agora não poderia deixar de homenageá-lo porque eu senti uma emoção tamanha ao ler este texto poético que não me contive. Este é Abraão. Simples assim... Dizendo-se um menino-homem. Mas grande homem em poesia.

5 de abr. de 2009

no mar dos olhos que encantam Esther...

Nesse mar que são teus olhos
Rebervera uma esperança verde
Há uma soma de todas as fomes
Que desperta ecos em mim
.
Já não sei se escrevo ou amo
Pois o amor travou a luta
Pontuou e norteou meu canto
De palavra nua e crua.
.
Existe no meu peito a poesia
Que insiste ser feliz e completa
Mas direi que ainda assim te espera.
.
Olhos da certeza indizível
Espreitando-me na curva da escrita
Recito o olhar que cativa e me ensina.

Postado poe Esther em 05/04/2009 http://esteranca.blogspot.com/

Novamente aqui estou homenageando a escritora e poeta Esther. E o faço porque este poema tocou-me de tal modo que fiquei poe um longo tempo lendo e relendo a beleza que é a poesia da Esther. Amiga eis que tocaste meu coração de modo ímpar. Aqui te reverencio com carinho e admiração.

4 de abr. de 2009

"LEIA-ME"...

Tantas pessoas ao redor
Falsos avisos, falsas palavras e falsos amigos...
Quando precisamos
Nós sabemos com quem contar...
.
Omissão, seria uma forma de mentir...
Se você não pode falar com seu amigo
Fale comigo...
.
Tudo tem seu efeito...
Com você não seria diferente
Omitir é pior que mentir...
.
Fazer com que as pessoas pareçam idiotas ao ver de quem sabe
a verdade
Isso não é direito seu...
Mas, se torna melhor quando você sabe que todos te olham como idiota na história...
E você começa a ver que o idiota não é você...
.
Falsas conversas...
Falsos amigos...
Falso convívio...
.
Vamos bater palmas para a falsidade
Aquela que habita o carater de muitos
Muitos que se parecem amigos...
...
Postado por Cau em 1 de abril de 2009
http://paginasdocaderno.blogspot.com/

.
Eu fico maravilhada com os incontados talentos que tenho encontrado na blogosfera. Aqui mais um desses. CAU. jovem escritora com uma consciência política e ética que mechama atençção. Este é o seu mais recente post. Eu sinto-me honrada em homenageá-la.

30 de mar. de 2009

Ah,mar...

E derrepente me veio o teu gosto a boca...
E tambem o cheiro...
O quente do sol...
E o frio do vento...
À pele...
A pressão das tuas água nos ouvidos...
Como uma onda quebrando sobre mim...
E eu que tanto gosto de você...
Tanto tempo que não te vejo...
Talvez até por desatenção...
Saudade do seu salino beijo...
Da sua pele na minha sola...
Das vezes que me fez em bola...
Das saideiras na hora de ir embora...
Das vezes que me carregou ao céu...
Das vezes em que quase ao inferno me jogou...
Breve, a ti eu vou...
E vou...
Com todo meu afeto...
Decreto...
Que você é o meu chão...
Sendo assim, então...
O céu, teto...
.
Lipe M.T.Março, 2009
.
http://dedentrodonada.blogspot.com/
.
Decidi postar esta homenagem ao Lipe por vários motivos. Primeiro porque o Lipe é um Ser Hmano ímpar. Criativo e genial em tudo que faz e diz. Sinto-me priviegiada em tê-lo por perto e enfim, poder perceber a beleza que existe dentro do Lipe. Nisto que ele nomeia "de dentro do nada", posso atestar que existe um tudo conteúdo que surpreende-me a cada instante nos dias em que conversamos sobre muito ou quase tudo... Um jovem aos vinte anos, brincando com as palavras na simplicidadeque é ser 'humano'. Este é o Lipe Grande Homem em sua Humanidade e beleza.
.
Dentro do Lipe há Poesia da melhor qualidade.
Por tudo isto ele me é Especial.

25 de mar. de 2009

Em minhas mãos...teu voo

Voa nas minhas mãos, leva-as contigo
pelas cordas do violino que teus olhos tocam
quando emudecem por detrás das pálpebras sorrindo.
Sou nas minhas mãos, o íntimo do nada
onde, bruscamente, mil estrelas foram luz!

Sou nas minhas mãos, o secreto sabor da madrugada.
A ternura silenciosa na hora íntima da noite.
O desejo de sentir a proximidade dos teus lábios,
secretos e maduros, como versos inquietos
entre o sonho e a fúria!

Voa nas minhas mãos… a noite não vai existir
porque as nossas bocas, vão acender a madrugada
numa aurora de beijos…
***
Albino Santos
**
Reservados todos os direitos de autor - Texto disponível no blog
http://as-poliedro.blogspot.com/
*******Olha que preciosidade encontrei em uma de minhas andanças pela Internet. Que maravilha! Albino tem uma alma de poeta que sussurra delícias aos nosso olhos. O blog dele é encantador! Neste poema, de uma sensualidade discreta e ao mesmo tempo profunda, ele fala sobre um dos meus maiores amores: a madrugada! E diz de um amor à liberdade que só é menor que a própria essência do sentimento; diz de um voo preso, que paira sobre as mãos - mal de todos nós, poetas e escritores!
Albino, obrigada por transcrever alguns de nossos sentimentos e nos presentear com suas letras graciosas! Felicidades e muita inspiração!
Com carinho,
Fernanda Fernandes Fontes

22 de mar. de 2009

cais

***
O que será
essa tormenta
que aflige a alma?
Que tu pedes
tanto ao vento
que te arranque?
Eu queria ser a brisa,
dar-te o balsamo,
deixar-te leve
como a pluma
para ancorar
no meu cais!
(texto&photos por tossan)
***
Texto e fotografia do doce amigo Tossan.
Meu doce amigo, sua fotografia fala, tem palavras,
gestos, conta emoções e trás na revelação de cada uma,
lembranças que todos nós clicamos em nossos corações ao longo da vida.
De repente, você estampa isso num simples nó, num coqueiro,
num barco, num banco, em algum muro de algum lugar já não tão perdido!
E como se não bastasse, você aliou ao clic( Klic...rs) da sua
fotografia palavras escritas que inundam a imagem além da emoções.
Coloca pedacinhos da sua alma, da minha,
de todos que se deixarem levar por você.
Complicado postar a poesia do idealizador deste blog,
mas eu lhe disse que traria o "cais" para cá. Amei. Amei e amei.
Tenho certeza que todos concordarão comigo: agora,
temos um cais seguro, amoroso e terno que nos acolherá
como brisa suave quando nosso coração em mar revolto
quiser arrancar em desespero alguma coisa que nos fere.
Obrigada.
Com minha admiração e afeto. Sempre.
......................................Cris Animal

21 de mar. de 2009

Cais da Lingüeta (autopsicografia)

Revejo, à flor das águas,
em rota dolorosa e fronteiriça,
Naufrágios
E os destroços submersos de mim.

Braçadas, diz-me a Razão.
Braçadas!
O mar é alto.
E a alma é apenas perspectiva.

Volto os olhos,
e contemplo o precipício.
Pélago.
Ó Tenebroso Mar que jaz em mim!

Ide, frágil nau!
(Id):
Homem sem bússola.
Um escaler à deriva e
sem chinelos ao pé do leito.

Não há pessoa e o rio que vejo
Também não é o Tejo.
Mas o que resta aqui
de tudo o que já fui:
Embarcações/embarcadiços;
Lares/velas triangulares;
Lábios/astrolábios;
A goga/a sinagoga.

O antigo Cais da Lingüeta.

Tudo me faz pejo.
E o rio que vejo, deveras,
não é o Tejo.
.
postado por Eurico às 09:01 em 19/03/2009
.
.
Esta é a minha singela homenagem a um amigo de infância que ama a língua portuguêsa. Eurico - Um EU-Lírico na blogosfera. Homem de emoção e sensibilidade própria aos grandes. Escritor e poeta. Um Eu-Lírico. Sinto-me honrada em ser sua amiga e aqui no amigos na blogosfera deixo a ele este presente.
...

19 de mar. de 2009

Pretenso poema

foto: http://nat.innatura.nafoto.net
Não escrevo poemas pra seduzir
Escrevo pra não implodir,
pra não desabar
Não choro porque sofro
da dor de um amor pequeno
Choro porque
transbordo de um sentissem dono,
sem nome, sem limite
Não grito pra que a multidão me ouça
Grito porque ecoa dentro
de mim uma profusão
de ideias que precisam se libertar
Não desejo a felicidade sem fim
Desejo apenas abrandar
essa inquietação que
gera tantas partidas
Não pretendo definir o que
se passa cá por dentro
Pretendo apenas
prosseguir riscando esses traços
disformes que chamo de lar
*
tossan disse...
Um lamento, um som que escuto
de ti neste momento..
sim escuto..Sei da tua inquietação,
sei porque sinto também.
Esta saudade não é de ninguém
é da gente mesmo.

14 de mar. de 2009

Sobre todas as coisas

-foto: Gonçalo Marques -
Uma divagação, uma mensagem pra todos e pra ninguém...
Praqueles que se encontrarem numa vírgula, palavra ou frase completa.
Pra quem se deixar sentir. Permitir-se, simplesmente...

Todas as palavras não mais existem quando falamos de alguém, para alguém ou com alguém que enche nossos dias de magia, das mais simples;

Todas as certezas que se encontram um dia pra definir qualquer coisa, num segundo se desfazem diante desse alguém ou de qualquer outra coisa... e que só pode ser definido da gente pra dentro.Todas as maiores fortunas valem muito pouco, quando se descobre num jeito de olhar e de sorrir, num toque no rosto, um abraço quente e apertado, um beijo esperado, aguardado, desejado... o seu maior tesouro.Todas as escritas mais cobiçadas e que muitos pagam milhões para o seu acervo, não dizem mais quando, nos dias de hoje, se abre um e-mail com um simples “oi” que seja, daquele alguém que faz você sorrir pelo resto do dia.
Quando já se ouviu o pulsar inquietante de um coração querido... todas as músicas se tornam indiferentes e fora de ritmo.
O cheiro da flor que se sentiu com o vento, dura alguns segundo, minutos. E o perfume, daquela pessoa não passa, apesar dos dias... de chuva e de sol.O lápis de cor da cor mais vibrante que houver, é opaco e não vibra mais enquanto os olhos que te atravessa e falam mais que qualquer palavra conseguem misturar na transparência de um castanho de entardecer, todas as cores da vida, realçadas com um brilho que a água mais cristalina e o cristal mais importado não são capazes de ser.Todos os idiomas não traduzem do que está cheio o coração, do carinho da palma da mão, do rencostar a cabeça no peito, de ser guardado nos braços, do abraço ainda hoje sentido, jamais esquecido e mais do que nunca querer ser repetido... mesmo aquele nunca dado, mas já tão conhecido. Tão familiar.

Todos os presentes não recompensam e não trazem a satisfação que a felicidade e o sorriso de alguém ou de algo especial podem te trazer.Nem a manchete da primeira página do jornal te causa tanto impacto quanto a descrição do dia desse mesmo alguém especial. Esse mesmo que você carrega pra lá e pra cá, por onde passa, por onde caminha, por onde vai...Nem as Olimpíadas ou a Copa do Mundo te faz vibrar tanto, quando esse mesmo alguém te conta o que fez, o que quase conseguiu, o que realizou, o que desejava daquele dia, seja de um projeto, um objetivo. Seja de uma idéia à toa...

Quando há uma existência e nela a importância de tudo que te faz sentir, viver e acreditar é verdadeira, você descobre que ser abençoado pode ser tão simples e estar justamente tão perto, que a felicidade que se pensava e passava desesperadamente a encontrar cada vez mais fora e longe de nós, descobre-se que está tão perto, por mais longe que esteja e pode estar e ser nada mais do que aquele que te escreve ou te liga no seu aniversário, no meio da noite, que te disse “eu te amo”, que te compreende nas dores e alegrias e te respeita nos seus momentos mais íntimos e solitários, que te apóia nas dificuldades, que faz teu coração acelerar e se acalmar no mesmo instante, que te deixa a boca seca e as mãos suadas, que um único contato de pele arrepia e se alastra num segundo, que faz tua respiração falhar e o tempo parar, que entra na sua vida e te ensina coisas que jamais se aprenderia nos livros, que faz você quase morrer de saudade e que mesmo sem saber porque e que apesar do que se vive hoje e do que se viverá amanhã... você espera.

Talvez você saiba

Talvez você não saiba

Talvez você desconfie.
Pessoas, sempre terão as suas qualidades únicas e seus defeitos ímpares.
Pessoas, sempre estarão integradas num grupo que possuam ou aparentam ter afinidades ou um objetivo comum...
As pessoas se imitam, se copiam, emprestam idéias, dividem opiniões
Todas as pessoas são maravilhosas, todas sãoo insubstituíveis em algo, todas são destinadas a fazer algo que somente elas conseguiriam fazer, homem e mulher.......Mas nenhuma outra pessoa é igual e consegue ser capaz de fazer o que “aquele alguém especial” te faz e você... ah, você sabe disso!

***

Texto da minha amiga Sam. É assim que ela gosta de ser chamada. Sam do blog 'VOU TE CONTAR" http://shimariah.blogspot.com/

Foi uma agradável surpresa conhecer um pouquinho dessa garota-mulher que há tão pouco tempo entrou no meu blog, mas que surpreende-me com jóias raras como essa. Amei esse texto em especial. Acho que Sam conseguiu colocar em palavras o que todos nós algumas vezes sentimos pela vida. Colocou de uma forma tão simples e tão profunda. Terna e forte.

Sam, minha querida Amiga, obrigada pela disponiobilidade do seu coração em permitir o uso do seu texto e ... continue. Continue e continue. Há tanto de você que gostaríamos sempre poder ler!

Com carinho

........................................Cris Animal

11 de mar. de 2009

DA LIBERDADE

***
***
Vai que podes!
Isso é tão verdadeiro e sincero!
Sentir, pensar, crescer,
Aprender, esquecer
Rebelar, aquiescer
Subir, descer, viver!
És livre!
Ao que preferir escolher
A tudo que desejar
A tudo satisfazer
Os desejos do corpo
As aspirações da alma
Vai que podes!
Isso é tão verdadeiro e sincero!
A mim E a ti também!
Doar Abster
Vai que podes!
Isso é tão verdadeiro e sincero
Quanto a materialidade
Que tudo contém
Quanto as contingências
Que muito mantém
Vai que podes!
Isso é tão verdadeiro e sincero
Quanto o coração profundo e secreto
Que sempre, sempre atento
Em última instância É este,
quem bate o martelo!
Vai que podes!
Isso é tão verdadeiro e sincero
Quanto a aprovação desejada
De uma vida glorificada
E tão verdadeiro e sincero
Quanto a existência da espada!
***
(É-se livre... para fazer, com os recursos que possui, o melhor.)

por Luciene de Morais

http://humanidades-e-afins.blogspot.com/
***
tossan disse...
Querida amiga quando te leio fico abismado com o seu talento e generosidade.Sabe lá o que pode significar este belíssimo texto pra muitas pessoas? Nos dá força e confiança. Você tornou isso tão verdadeiro! Vai que podes! Bravo!
***
photos por Edison Baraçal
Reporter fotográfico do Jornal A TRIBUNA de Santos
http://baracal-press.blogspot.com
***
Carrasco disse...
Baraçal, não é à toa que eu sempre digo que você é o ARTISTA DA IMAGEM. Obrigado por compartilhar tuas obras com a gente. Parabéns! Abração.
02/01/2008 - Mauro Carrasco

5 de mar. de 2009

Ah se ela dissesse


A primeira vez que ela apareceu, flor do meu acaso, ficou determinado nas tábuas de lei, lá dos céus, o inicio do cisma entre meu passado de incertezas e o futuro improvável, embora ainda não soubéssemos que estávamos na chuva e ela iria nos molhar. Até o dia em que ela surgiu dançando o baile imaginário, numa saia de conteúdo improvável e sem nenhuma certeza estatística de que aquilo era de verdade e não uma ilusão de óptica, uma epifânia de quem não
tragou e não duvida da fé.
Mas eu a vi na retina cansada destes olhos meus que, um dia, ainda muito distante, a terra há de comer, sem o sentido bíblico da coisa com a qual eu a devoraria, e senti o abalo nas minhas placas tectônicas, o sismo na minha abissal fossa sentimental. Desde então tudo que era ilegal, imoral ou que engorda, a metafísica, a oratória e o perfil do colesterol mudaram ao sabor dos seus encantos e do arco-íris de seu riso. Mas como tudo que me acontece além da linha do horizonte, não sai como rezam as lendas e o horóscopo chinês, ela deixou meu coração no bung-jump existencial, oscilando como um samurai bêbado, num haraquiri de fazer inveja a piloto japonês.
Ah, mas se ela soubesse que, desde aquela vez, em que veio ao meu mundo tal qual uma Eva, sem a parreira, e viu a maçã virar sobremesa, eu dividiria o universo em dois hemisférios, abaixo e acima do seu piercing no umbigo. Ah se ela dissesse que é louca por mim e que ficaria no meu corpo feito tatuagem pra me dar coragem de seguir viagem e outras canções. Ah se ela dissesse que é louca por mim e batesse a porta do seu casulo para nunca mais voltar e fizesse comigo uma casa no campo. Eu juntaria as mãos para o céu e agradeceria por ter alguém que eu gostaria que andasse comigo na rua, na chuva, na fazenda e na casinha de sapê, que a vida nada mais é do que esse velho cantar de ilusões.
Se ela soubesse que por ela eu aprenderia uma nova língua, decifraria os sinais de fumaça, comeria manga com leite e mudaria a ordem das constelações celestes para que seu riso passasse a orientar os navegantes solitários como eu. Se ela soubesse que pularia de para- quedas e contaria a história do mundo no seu ouvido feito uma Sherazade online e com segundas intenções, para garantir que funcionaria regularmente por ser sábado e outros dias da semana, por mais que mil, por todas as noites de minha vida, perdido no pôr-do-sol dos olhos dela que acontece todos os dias entre lugares tão distantes como a primavera e o verão,
o pólo norte e sul, o equinócio e o solstício.
Por ela aprenderia a dançar, o nome das flores, cavalgaria o minuano, andaria sobre os telhados e por seu beijo removeria montanhas e iria a Maomé e a tornaria meu orixá regente. Só por ela, tão linda, tão linda, tão linda, que confunde meu sono e sonho, eu desviaria a rota dos cometas e a hora de Greenwich.
Eu faria tudo diferente, sem meter os pés pelas mãos.
Ah! Eu acordaria. Mas só se ela dissesse,
se ela dissesse, que é louca por mim...
****
Considero todos os textos desse amigo de muita sensibilidade e ternura. Toques de amor, alegria, ira( por que não?), sensualidade, desejos, mas esse texto além de ser uma leitura extremamente gostosa, leve ela traduz exatamente a nossa espera pelo passo do outro. Aquela coragem contida, escondida, segredo de sete chaves à espera de um primeiro passo. O passo do outro!
Então...ah então, quem sabe, enche-se de coragem e solta-se o grito: eu te amo!
Parabéns meu amigo Cesar, por colocar em palavras tanta emoção, tanto da alma desse velho mundo humano!

2 de mar. de 2009

A paz!

Neste náufrago,
perdida e imersa,
a nadar aleatoriamente
mergulha
sobre os céus,
- estes céus -
gaseados e côncavos
e de si mesma
não se econtra,
já não pode...
Vá...
Voe
e voe
e voe!
pois aqui,
- ainda não te encontrei.
***
Mateus Araújo
*
Esta postagem é uma reverência a um jovem talento.
Mateus Araújo, tem apenas 17 anos e escreve como
poucos, como os grandes...

23 de fev. de 2009

comum

o lugar não é mais
o último agora
o lugar que não ficou
virou estória
algum lugar é
estar
de fora
tudo que é lugar
não tem hora
sem olhos
de lugar
nem sentido tem lugar
nem espaço tem lugar
o lugar saiu de outro
tudo para um lugar
todo lugar é pouco
quis céu: tarde
invertido: arde
céu entanto
foi o jardim de narciso
infinito[tardências]então
com o charme de lugar nenhum
aqui se fica
aqui se vai
e agora...
a luz tem lugar em cima
a sombra tem lugar no chão
a rua tem um lugar que vem
o pé traz um lugar na sola
o corpo é lugar de alguém

Jo Bittencourt
http://www.fissilflor.blogspot.com/

Decidi trazer este poema da Jo Bittencourt porque de forma sempre original,
ela me surpreende a cada dia. Uma jovem poeta e escritora que rompe padrões
e inova com sua escrita.
Jo Bittencourt estrutura e desestrutura 'Uma nova palavra'.

Parabéns Jo!
Carinho,
Mai

16 de fev. de 2009

a moldura

***
Sabia-se presa na moldura daquele quadro, olhando impassível os que por ela passavam, como se aquelas cores perfeitas fossem as suas.Alguém a tinha pintado assim, idealizado, retocado nos pormenores. Depois de a ter prendido naquela tela para sempre, acrescentou a moldura, como a porta de uma cela dourada.Imaginava-se a preto e branco, dramática, ou em pinceladas de cores fortes, revelando todos os contrastes
De alguma forma, detestava aquela perfeição que o pintor lhe atribuíra, aquilo que o retrato mostrava.
Culpava-se por ter sido capt(ur)ada assim, escondendo os tons escuros da sua personalidade.
Foi-lhe doloroso entender que precisava planejar uma fuga. Apercebeu-se de que o tempo corroía a moldura, pouco a pouco.
Esperou até que a primeira lasca se soltou. E depois outra E outra. Era agora só uma questão de paciência.Em breve a moldura partiria, deixando-a fugir para um cenário onde pudesse mostrar todas as cores da vida, sem moldura fixa, sem enquadramento.

Fonte: http://mulher50a60.weblog.com.pt/arquivo/prosa/
**
*
Bem em tempo essa contribuição. sobre Lya Luft. Fiquei sabendo mais coisas sobre essa extraordinária mulher que soube viver, que amou, sofreu, e ainda ama, se superou e principalmente soube encontrar seus caminhos sendo ela mesma em seu cerne, e hoje escreve coisas de nos arrepiar por tamanha segurança e sabedoria.
Na verdade a nova mulher de hoje não mais obedece a estereótipos traçados, de certa forma tão arraigados e generalizados pelos mitos da juventude ou por valores sexuais de extremas evasões de alguns homens, reflexo das suas próprias buscas e inseguranças mesclados também por conceitos de uma cultura já superada.
Os valores delas são outros, modificados pela evolução lógica dos fatos, daí algumas dificuldades que eles encontram ao se relacionar com essa nova mulher que não mais aceita imposições, e querem ser ouvidas em seus pontos de vista e respeitadas como indivíduo, como também deseja ser livre para respeitá-lo e ouvi-lo voluntariamente.
Ela deseja sua plena realização sexual, como a sua natureza física foi constituída anatômicamente para ter a sua satisfação.Ela exige também e com direitos o prazer de ter o seu orgasmo. Pois o órgão sexual da mulher é um conjunto tão complexo como também completo.

E não são todos os homens que conseguem desvendar tamanhas possibilidades, porque na maioria das vezes elas mesmas inpõem seus limites.Essa mulher não mais quer ser apenas uma vagina receptora do pênis, pois ela também possui seu órgão para o gozo e para tanto quer ser tocada e sentida como um todo, e plenamente.Essa nova mulher quer ser ela mesma para amar de igual para igual, estar ao lado, num mesmo nível para que esse amor tenha um mesmo sentido, e não por partes, nem de mais e nem de menos, na medida certa de seus valores
Nossos queridos amigos, companheiros não quiseram aceitar e nem ouvir a nova linguagem das mulheres, e agora encontram dificuldades em decodificá-la, porque estavam acostumados a sua submissão que nem se interessaram e tampouco se prepararam para conhecer essa nova espécie, que estuda, possui títulos, conseguem viver sozinhas (às vezes por opção) por não terem que se sujeitar as antigas normas de comportamento que as impuseram e que suas avós, mães, irmãs continuaram a transmitir essa herança familiar de geração em geração
Hoje ela sabe que pode viver sozinha porque não necessita de um homem para dar-lhe comida, casa ou roupas, e é acima de tudo uma mulher que se ama em primeiro lugar sem, portanto significar que seja auto- suficiente, porque amar em conjunto a dois é muito, mas muito mesmo gratificante.
Of course.
Texto: Elma Carneiro
Paulo Tamburro disse...
Parabéns pelo seu blog.Altíssimo nível.Sobre a moldura , só gostaria de salientar que na vida as pessoas só olham para as molduras dos quadro , só olham para as molduras das janela...e nunca através delas.Se olhassem ATRAVÉS das molduras dos quadros e das janelas jamais as pinturas precirariam libertar-se delas para tornarem-se completas, e veríamos que lá fora existe um mundo que a NOSSA FIXAÇÃO na moldura das janelas, na maioria das vezes, nos impede de ver que existe lá fora, e do qual somos os sujeitos das mudanças e não, meros elementos contemplativos.